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domingo, 12 de janeiro de 2014

Brincadeira incentiva que obras artísticas sejam postadas no Facebook


Estava olhando o feed de notícias do meu Facebook quando encontrei uma brincadeira interessante. Tratava-se de curtir o post para receber o nome de um (a) artista, e publicar a foto de um trabalho dele (a).

Texto presente na brincadeira

“A ideia é ocupar o Facebook com arte! Quebrar a monotomia de ficar olhando fotos sobre o que as pessoas almoçaram ou fotos na academia com frases de incentivo. Aqui vai algo um pouco diferente.
Quem curte o post recebe o nome de um/uma artista e terá, então, que publicar a foto de um trabalho dele/dela em seu mural e assim por diante.”
Recebi ...

Eu logo curti e recebi o nome Eduardo Chillida. Gosto muito de arte, mas confesso que não conhecia Eduardo Chillida.

Não o encontrei no meu livro de história da arte nem em sites brasileiros. No Google, nas primeiras páginas, aparecem informações em sites de língua inglesa e espanhola, a única opção em português é uma página do Wikipédia de Portugal.

Eduardo Chillida nasceu no dia 10 de janeiro de 1924, em San Sebastián, no país Basco (Espanha). Começou a estudar arquitetura na Universidade de Madri. Não concluiu o curso, mas arquitetura tem grande presença na arte desenvolvida. Dedicou-se a fazer esculturas, começou usando gesso, depois ferro e por fim aço e madeira. Morreu no dia 19 de agosto de 2002, em San Sebastián.

As imagens abaixo foram retiradas do site www.guggenheim.org/new-york

From Within , 1953


Three Irons, 1966

How profound is the Air, 1996 


Advice to Space V,  1993


segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Verde em meio ao cinza


Precisávamos de uma pauta para escrever uma reportagem que seria publicada na revista laboratório da sala. Era uma revista temática sobre Amor e nossa pauta não deveria fugir disso. Depois de muitas pesquisas chegamos às hortas urbanas e comunitárias. Decidimos pelas hortas, pois elas envolvem trabalho voluntário e o estímulo pelas boas relações humanas. Logo, estávamos dentro do tema Amor. Além disso, um dos significados da palavra Amor é benevolência, que tem muito a ver com a história das hortas.

Começamos a pesquisar melhor sobre as tais hortas e por fim partimos para a conversa com os envolvidos neste tipo de projeto e para as visitas. Fizemos boas descobertas, escrevemos e fotografamos. Eu, particularmente, gostei muito de conhecer tudo isso. Confira na página 16 do link a seguir, a reportagem completa que eu e a Mariana Nascimento produzimos. 



quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Malala, a garota popular que defende o direito à educação

Malala foi baleada pelo Talibã e ficou entre a vida e a morte, mas não desistiu de lutar pelo direito à educação.
“Eu sou Malala” conta a história de uma moça que tomou conta dos noticiários ao ser atacada pelo Talibã, no Vale do Swat, Paquistão. No decorrer das páginas escritas pela própria Malala em parceria com a jornalista Christina Lamb é explicita a dificuldade que a população enfrenta para ter acesso a educação, principalmente as mulheres. Outra questão abordada é a corrupção, que dificulta o progresso do povo paquistanês. 

No fim do livro são apresentados dados que dizem que no mundo existem 57 milhões de crianças fora da escola primária. Sendo que 32 milhões são meninas. Também é dito que quase 50 milhões de adultos são analfabetos, dois terços mulheres. O Paquistão ocupa um dos piores lugares no quesito educação. 
Malala discursou na sede das Nações Unidas, foi candidata ao Nobel da Paz 2013 e criou uma organização sem fins lucrativos de apoio à educação de meninas em comunidades ao redor do mundo. Tudo isso depois de quase morrer por causa dos tiros disparados por um membro do Talibã. Todavia, desde a infância Malala fora preparada para ser ativista e já aparecia na mídia com frequência. Será que Malala geraria a mesma repercussão se fosse menos conhecida?  

Enfim, não é preciso ir tão longe para encontrar grandes números de analfabetos. Uma pesquisa da UNESCO mostra que em 2010, 36 milhões de adultos com 15 anos ou mais se declararam analfabetos na América Latina, 20 milhões são mulheres.

domingo, 22 de setembro de 2013

Nas palavras da jornalista Eliane Brum toda vida é levada com o fio do extraordinário

   "Para Priscila, histórias reais para lembrar que toda vida é levada com o fio do extraordinário”, foi a
dedicatória que a jornalista Eliane Brum escreveu ao autografar o meu livro “A vida que ninguém vê”. Em minha opinião Eliane é uma das melhores jornalistas do Brasil e segue o caminho do magnífico Gay Talese. Ela veio de uma cidade do interior gaúcho e já ganhou mais de 40 prêmios de reportagem, mas os prêmios não interessam neste momento. O que importa é a sensibilidade transmitida em cada palavra escrita.

   Eliane escreve de uma maneira que somos conduzidos a adentrar o universo das personagens anônimas de suas histórias. Sentimos a magia no olhar do desajeitado Israel , a dor presente em “Enterro de pobre” e na saga vivida pelo “Menino do Alto”. Também vibramos pela vitória descrita em “Eva contra as almas deformadas”, uma mulher que não aceitou ser vítima e repudiou todo o preconceito que jogavam contra ela. “Eva é mulher, negra e pobre. Eva treme as mãos. Tudo isso até aceitam. O que não lhe perdoam é ter se recusado a ser coitada. O que não perdoam a Eva é, sendo mulher, negra, pobre e deficiente física, ter completado a universidade. E neste país. Todas as fichas eram contra ela e, ainda assim, Eva ousou vencer a aposta. Por isso a condenaram”. 

   As histórias das pessoas anônimas estimulam a minha reflexão e comprovam a tese de que jornalista não deve ficar atrás da tela do computador. Ele precisa se jogar na rua e gastar as solas dos sapatos. Observar, sentir, refletir e provocar um diálogo. Não há como fazer isso numa troca de e-mails. Não mesmo.  É pelo mundo que as grandes histórias serão encontradas. 

domingo, 15 de setembro de 2013

O desejo de morrer domina um grande número de pessoas

   Um status presente no Facebook sobre o suicídio fez com que eu lembrasse de um documentário que assisti. "Solitário anônimo" mostra a história de um idoso que decidiu morrer. Um intelectual que saiu de casa sem rumo, parou de comer e no auge da fraqueza foi levado ao hospital e "obrigado" a viver. O documentário traz uma reflexão sobre o direito de viver e morrer. Ele também coloca em questão o fato de o Estado ter a obrigação de cuidar dos cidadãos, logo, a liberdade de escolha da vida sofre interferência. 

  Em determinada parte do documentário o solitário diz não ter coragem de cometer suicídio, mas parar de comer não pode ser considerado um suicídio? Podemos dizer que é um suicídio em lentidão? 

   Enfim, quando estava no hospital o idoso percebeu que não tinha forças para lutar pela própria morte, seus argumentos e conhecimento não serviram para impedir as ações dos funcionários do hospital. 


Confira o documentário


quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Brasil está entre os dez países com o maior número de voluntários

   No dia 28 de agosto é comemorado o Dia Nacional do Voluntariado. A data foi sancionada pelo presidente da República, José Sarney. Com o desenvolvimento das práticas sociais também surgiram os Centros de Voluntariado, que ajudam organizações sociais a aperfeiçoar a mobilização e gerenciamento de voluntários, e estimulam a prática do voluntariado na sociedade.

   De acordo com o estudo realizado pela organização britânica Charities AID Foundation (CAF), o “Word Giving Índex 2012 – A global view of giving trends”, o Brasil está entre os dez países com o maior número de voluntários. A pesquisa ainda mostra que os Estados Unidos ainda ocupam a primeira posição, possuem uma média de 105 milhões de pessoas que já praticaram algum ato solidário. A Índia aparece em segundo lugar com 87 milhões. Já o Brasil apresenta 18 milhões de pessoas.

   Para as Nações Unidas (ONU), “voluntário é o jovem, adulto ou idoso que, devido a seu interesse pessoal e seu espírito cívico, dedica parte do seu tempo, sem remuneração, a diversas formas de atividades de bem estar social ou outros campos”. Existem diversas formas de exercer o voluntariado, por exemplo, doar sangue, fazer e incentivar a coleta seletiva de lixo, visitar asilos e instituições infantis. Ou integrar alguma Organização Não-Governamental (ONG).

   No Brasil há milhões de ONGs e elas abrangem diversas áreas: meio ambiente, saúde, assistência social, educação, cidadania e cultura. Ao decidir qual é a área de interesse, o futuro voluntário deve pesquisar bem sobre a instituição, verificar se ela pratica as ideias que propaga, se existe juridicamente, visitar o local e conversar com funcionários e outros voluntários.

   Além da área, o voluntário deve se identificar com o projeto realizado. Algumas ONGs possuem diversos projetos. Um exemplo é a ONG Canto Cidadão, que atua em São Paulo há 11 anos. O Canto Cidadão começou com o grupo de voluntários que, caracterizados de palhaços, visita o público adulto de hospitais públicos e filantrópicos. Hoje, o Canto Cidadão também tem grupos de teatro e coral, que também atuam em hospitais. Mas quem não se sente bem em ambiente hospitalar pode dar aulas de inglês e espanhol na sede da ONG, localizada na zona Oeste de São Paulo.

   O avanço da tecnologia possibilitou que a busca por organizações sociais ficasse mais prática. Muito além de ferramentas de busca, como o Google, há sites específicos que apresentam instituições sociais e trabalhos voluntários. É o caso do Atados que funciona como uma rede social e ajuda as pessoas a encontrarem ONGs e atividades solidárias.



sábado, 17 de agosto de 2013

Voluntária ajuda a encontrar pessoas desaparecidas

   Uma mulher que foge de casa por causa da violência do marido, crianças que são retiradas dos pais devido à pobreza e separadas em abrigos, a mãe que deixou o filho para alguém cuidar por um tempo. Enfim, as histórias de pessoas desaparecidas são inúmeras. E quando não há suspeitas de sequestro ou homicídio a polícia não é de grande ajuda. Portanto, como encontrar um parente que você não tem notícias e muitas vezes nem chegou a conhecer?

   Lindalva Matos, mais conhecida como Tia Xereta, ajuda nestas situações voluntariamente. Após trabalhar o dia todo e enfrentar a turbulência do transporte público, Lindalva passa as poucas horas livres em frente ao computador procurando desaparecidos civis*. A história começou quando ela decidiu procurar duas tias maternas que estavam desaparecidas há décadas. Ao ter resultados positivos pensou em ajudar outros que passavam pela mesma situação. Desde então, Lindalva já encontrou mais de 2 mil pessoas.

   O documentário “Tia Xereta, Caminhos para o reencontro” aborda o trabalho voluntário de Lindalva. Além disso, mostra alguns casos de simples cidadãos que conseguiram encontrar familiares. A produção faz parte de um projeto de TCC que foi apresentado por estudantes de jornalismo em 2012.
A história da Tia Xereta comprova que o ser humano tem uma capacidade imensa para ajudar o próximo. Mesmo tendo muitas obrigações é possível dedicar um tempo, ainda que pouco, para realizar ações solidárias. O voluntário não é uma pessoa impecável. Ele tem defeitos e vícios como todo mundo, mas compreende que também apresenta qualidades que podem contribuir para o bem.

   *Desaparecido civil é aquele que desaparece sem que a família conheça o paradeiro.

Assista ao documentário "Tia Xereta, Caminhos para o reencontro"



quinta-feira, 8 de agosto de 2013

A ciência trabalha para produzir uma vacina contra o Alzheimer, mas os resultados podem demorar a aparecer

   Muitos estudos são realizados para prevenir a doença de Alzheimer, mas os resultados não devem surgir tão cedo. Pois ainda “são necessários muitos avanços e experimentos”, conta o Dr. Gilberto Xavier. Na última parte da entrevista o cientista explica o que o Alzheimer é para a neurociência e que na doença de Parkinson os sintomas cognitivos aparecem antes dos motores.

O que a neurociência pode dizer sobre a doença de Alzheimer? 
A doença de Alzheimer é uma síndrome que envolve várias alterações no sistema nervoso. Uma delas é perda de neurônios em uma região do cérebro chamado Córtex. Outra região que perde muitos neurônios é o Prosencéfalo Basal. Essa é uma região que tem neurônios que produzem uma substância química neurotransmissora chamada acetilcolina. Se falta acetilcolina* no cérebro, o indivíduo tem dificuldade na memória. A doença é “tratada” – na verdade ela não é tratada -, mas ela seria tratada dando substâncias como acetilcolina, então não é um tratamento, é um paliativo. Você está tratando o sintoma, não a doença. A doença é a perda de neurônios. Você teria que saber qual é o motivo da perda desses neurônios e tentar evitar que ela ocorra. 

Existem estudos sobre vacinas para prevenir a doença de Alzheimer? 
Sim. Existem estudos nesse sentido e “n” outras doenças neurológicas no caso. Porém, não verei isso funcionar. Talvez vocês vejam, mas eu não. 

Os estudos não estão avançados por conta da política, por falta de interesse ou por que ninguém bota fé? 
As pessoas botam fé sim, tanto é que tem dinheiro para pesquisar esse tipo de coisa. Depende de muitos avanços e experimentos. Por exemplo: essa epidemia de AIDS começou há muito tempo e se tornou mais coisa de mídia no final da década de 80. Naquela época se falava que em cinco anos nós teríamos uma vacina contra AIDS, mas não temos até hoje. São 33 anos. Por isso estou dizendo que, provavelmente, não vou ver uma vacina contra Alzheimer. 

Um estudo científico sempre é feito com contribuição do passado? 
Sempre. Na ciência, sempre. Ninguém faz ciência sozinho. Falo até uma frase minha, que sempre uso: “Ciência é um empreendimento coletivo”. Não existe o negócio de que um grande cientista inventou tudo sozinho. Dependo de pessoas que vieram antes de mim, que desenvolveram ideias. E descobriram coisas para eu criar os raciocínios, para eu tentar solucionar certo problema e usar isso para ir adiante. É um ato de produção de cultura, e cultura é uma coisa que é transmitida de geração para geração. Eu aprendi com as pessoas que me antecederam e estou ensinando para as pessoas que vão me suceder que são meus alunos. 

Tem um trabalho seu sobre a progressão da doença de Parkinson. Quais foram os resultados desse estudo?
É, na verdade estamos falando de um estudo que foi publicado há pouco tempo. Foi desenvolvido por um aluno meu que já concluiu doutorado. E acho que a contribuição maior desse trabalho é mostrar que, antes de aparecerem os sintomas motores, que são os mais valorizados na doença de Parkinson, os sintomas cognitivos já começaram anos antes. Então até isso pode ajudar no diagnóstico da intervenção para postergar o aparecimento da doença.

*Acetilcolina é um neurotransmissor que contribui com o desempenho da memória.

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