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quinta-feira, 6 de março de 2014

Os direitos perdidos na violência obstétrica

Foto reprodução - Enfermeira faz manobra de Kristeller em parturiente
De acordo com a Lei nº 11.108, de abril de 2005, os serviços de saúde são obrigados a permitir que a mulher tenha um acompanhante durante todo o período de trabalho de parto, parto e pós-parto imediato. No entanto, há casos em que a gestante necessita de autorização do médico ou maternidade para alguém acompanhá-la. A lei é deixada de lado e a mulher corre o risco de ficar sem uma companhia de sua escolha.

Impedir a presença do acompanhante é um tipo de violência obstétrica. O termo pode ser desconhecido por algumas pessoas, mas não é algo difícil de acontecer na sociedade brasileira. Muitos outros atos violam os direitos da gestante, por exemplo, circular de hospital em hospital para conseguir um leito, receber soro com ocitocina para acelerar o parto somente por desejo médico, ter as pernas amarradas durante o parto, manobra de Kristeller, cesariana sem necessidade ou desconhecimento da mãe, episiotomia (corte vaginal), exames de toque dolorosos ou realizados por muitas pessoas e ofensas verbais.

A violência também pode acontecer durante o pré-natal e no atendimento em situações de abortamento. E atinge pacientes do sistema público e privado. Segundo a Defensoria Pública do Estado de São Paulo, a violência obstétrica “caracteriza-se pela apropriação do corpo e processos reprodutivos das mulheres pelos profissionais de saúde, através do tratamento desumanizado, abuso da medicalização e patologização dos processos naturais, causando a perda da autonomia e capacidade de decidir livremente sobre seus corpos e sexualidade, impactando negativamente na qualidade de vida das mulheres”.

A vítima tem o direito de denunciar a violação sofrida. Procurar a Defensoria Pública, ligar para o 180 (violência contra a mulher) ou 136 (Disque Saúde). Exigir a cópia do prontuário no hospital em que foi atendida é outro direito que deve ser exigido. A única cobrança que a instituição pode fazer é referente aos custos das cópias.

A denúncia é muito importante na luta pelo fim da violência obstétrica. É necessário ter coragem e falar o que sofreu. Exigir que a justiça tome providências para que os atos desumanos não persistam.

A Agência Pública fez uma reportagem muito relevante sobre o tema. Na hora de fazer não gritou apresenta um material completo para compreender a situação.

A discussão do JC Debates, TV Cultura, também traz muitos esclarecimentos.



segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Periferia e consumo de informação

O texto “Tudo nosso, nada nosso“, publicado no site da revista Carta Capital e escrito pelo romancista, contista e poeta Ferréz, dá destaque para a inclusão social. “Aposte no caos se não houver inclusão”, diz Ferréz. O autor ainda ressalta: “A periferia há muitos anos está defasada de algo que atraia o jovem. Não temos meio nenhum de entretenimento para alguém que hoje completa 14 anos.”

Leia o artigo completo no Observatório da Imprensa.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

‘Rolezinhos’ colocam periferia na pauta

Não sou uma grande frequentadora de shoppings, não desejo consumir marcas famosas e muito menos tenho interesse em participar de “rolezinhos” para me divertir e conhecer gente nova. Todavia, o meu desinteresse em participar do polêmico evento não impede que eu esteja atenta aos comentários e notícias dos últimos dias, principalmente nas redes sociais. 

Confira o meu artigo completo no Observatório da Imprensa.

domingo, 12 de janeiro de 2014

Brincadeira incentiva que obras artísticas sejam postadas no Facebook


Estava olhando o feed de notícias do meu Facebook quando encontrei uma brincadeira interessante. Tratava-se de curtir o post para receber o nome de um (a) artista, e publicar a foto de um trabalho dele (a).

Texto presente na brincadeira

“A ideia é ocupar o Facebook com arte! Quebrar a monotomia de ficar olhando fotos sobre o que as pessoas almoçaram ou fotos na academia com frases de incentivo. Aqui vai algo um pouco diferente.
Quem curte o post recebe o nome de um/uma artista e terá, então, que publicar a foto de um trabalho dele/dela em seu mural e assim por diante.”
Recebi ...

Eu logo curti e recebi o nome Eduardo Chillida. Gosto muito de arte, mas confesso que não conhecia Eduardo Chillida.

Não o encontrei no meu livro de história da arte nem em sites brasileiros. No Google, nas primeiras páginas, aparecem informações em sites de língua inglesa e espanhola, a única opção em português é uma página do Wikipédia de Portugal.

Eduardo Chillida nasceu no dia 10 de janeiro de 1924, em San Sebastián, no país Basco (Espanha). Começou a estudar arquitetura na Universidade de Madri. Não concluiu o curso, mas arquitetura tem grande presença na arte desenvolvida. Dedicou-se a fazer esculturas, começou usando gesso, depois ferro e por fim aço e madeira. Morreu no dia 19 de agosto de 2002, em San Sebastián.

As imagens abaixo foram retiradas do site www.guggenheim.org/new-york

From Within , 1953


Three Irons, 1966

How profound is the Air, 1996 


Advice to Space V,  1993


segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Verde em meio ao cinza


Precisávamos de uma pauta para escrever uma reportagem que seria publicada na revista laboratório da sala. Era uma revista temática sobre Amor e nossa pauta não deveria fugir disso. Depois de muitas pesquisas chegamos às hortas urbanas e comunitárias. Decidimos pelas hortas, pois elas envolvem trabalho voluntário e o estímulo pelas boas relações humanas. Logo, estávamos dentro do tema Amor. Além disso, um dos significados da palavra Amor é benevolência, que tem muito a ver com a história das hortas.

Começamos a pesquisar melhor sobre as tais hortas e por fim partimos para a conversa com os envolvidos neste tipo de projeto e para as visitas. Fizemos boas descobertas, escrevemos e fotografamos. Eu, particularmente, gostei muito de conhecer tudo isso. Confira na página 16 do link a seguir, a reportagem completa que eu e a Mariana Nascimento produzimos. 



quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Malala, a garota popular que defende o direito à educação

Malala foi baleada pelo Talibã e ficou entre a vida e a morte, mas não desistiu de lutar pelo direito à educação.
“Eu sou Malala” conta a história de uma moça que tomou conta dos noticiários ao ser atacada pelo Talibã, no Vale do Swat, Paquistão. No decorrer das páginas escritas pela própria Malala em parceria com a jornalista Christina Lamb é explicita a dificuldade que a população enfrenta para ter acesso a educação, principalmente as mulheres. Outra questão abordada é a corrupção, que dificulta o progresso do povo paquistanês. 

No fim do livro são apresentados dados que dizem que no mundo existem 57 milhões de crianças fora da escola primária. Sendo que 32 milhões são meninas. Também é dito que quase 50 milhões de adultos são analfabetos, dois terços mulheres. O Paquistão ocupa um dos piores lugares no quesito educação. 
Malala discursou na sede das Nações Unidas, foi candidata ao Nobel da Paz 2013 e criou uma organização sem fins lucrativos de apoio à educação de meninas em comunidades ao redor do mundo. Tudo isso depois de quase morrer por causa dos tiros disparados por um membro do Talibã. Todavia, desde a infância Malala fora preparada para ser ativista e já aparecia na mídia com frequência. Será que Malala geraria a mesma repercussão se fosse menos conhecida?  

Enfim, não é preciso ir tão longe para encontrar grandes números de analfabetos. Uma pesquisa da UNESCO mostra que em 2010, 36 milhões de adultos com 15 anos ou mais se declararam analfabetos na América Latina, 20 milhões são mulheres.

domingo, 22 de setembro de 2013

Nas palavras da jornalista Eliane Brum toda vida é levada com o fio do extraordinário

   "Para Priscila, histórias reais para lembrar que toda vida é levada com o fio do extraordinário”, foi a
dedicatória que a jornalista Eliane Brum escreveu ao autografar o meu livro “A vida que ninguém vê”. Em minha opinião Eliane é uma das melhores jornalistas do Brasil e segue o caminho do magnífico Gay Talese. Ela veio de uma cidade do interior gaúcho e já ganhou mais de 40 prêmios de reportagem, mas os prêmios não interessam neste momento. O que importa é a sensibilidade transmitida em cada palavra escrita.

   Eliane escreve de uma maneira que somos conduzidos a adentrar o universo das personagens anônimas de suas histórias. Sentimos a magia no olhar do desajeitado Israel , a dor presente em “Enterro de pobre” e na saga vivida pelo “Menino do Alto”. Também vibramos pela vitória descrita em “Eva contra as almas deformadas”, uma mulher que não aceitou ser vítima e repudiou todo o preconceito que jogavam contra ela. “Eva é mulher, negra e pobre. Eva treme as mãos. Tudo isso até aceitam. O que não lhe perdoam é ter se recusado a ser coitada. O que não perdoam a Eva é, sendo mulher, negra, pobre e deficiente física, ter completado a universidade. E neste país. Todas as fichas eram contra ela e, ainda assim, Eva ousou vencer a aposta. Por isso a condenaram”. 

   As histórias das pessoas anônimas estimulam a minha reflexão e comprovam a tese de que jornalista não deve ficar atrás da tela do computador. Ele precisa se jogar na rua e gastar as solas dos sapatos. Observar, sentir, refletir e provocar um diálogo. Não há como fazer isso numa troca de e-mails. Não mesmo.  É pelo mundo que as grandes histórias serão encontradas. 

domingo, 15 de setembro de 2013

O desejo de morrer domina um grande número de pessoas

   Um status presente no Facebook sobre o suicídio fez com que eu lembrasse de um documentário que assisti. "Solitário anônimo" mostra a história de um idoso que decidiu morrer. Um intelectual que saiu de casa sem rumo, parou de comer e no auge da fraqueza foi levado ao hospital e "obrigado" a viver. O documentário traz uma reflexão sobre o direito de viver e morrer. Ele também coloca em questão o fato de o Estado ter a obrigação de cuidar dos cidadãos, logo, a liberdade de escolha da vida sofre interferência. 

  Em determinada parte do documentário o solitário diz não ter coragem de cometer suicídio, mas parar de comer não pode ser considerado um suicídio? Podemos dizer que é um suicídio em lentidão? 

   Enfim, quando estava no hospital o idoso percebeu que não tinha forças para lutar pela própria morte, seus argumentos e conhecimento não serviram para impedir as ações dos funcionários do hospital. 


Confira o documentário