Jornalismo literário é um gênero jornalístico, que rompe os limites das matérias tradicionais. Os frutos desse tipo de jornalismo surgem de uma pauta distante da mesmice, uma apuração profunda, detalhada e ampla. O ponto de partida é a realidade, por isso o jornalista precisa tomar cuidado para não fantasiar demais.
O texto do jornalismo literário instiga, seduz o leitor e o surpreende no final sem escapar da sua característica principal: passar a informação real. O livro “O segredo de Joe Gould”, de Joseph Mitchel, é um exemplo dessas ações. Além dele é possível destacar outras grandes obras do gênero, como, “A Sangue Frio”, de Truman Capote.
Para escrever obras tão grandiosas esses autores se envolveram com as fontes e ganharam confiança para obter informações precisas. É um trabalho árduo, pois além de seduzir a fonte é preciso ter paciência e tempo. As informações relatadas não aparecem de um dia para o outro. Elas surgem aos poucos de acordo com o crescimento da intimidade entre a fonte e o jornalista.
Seguir esse ramo na carreira profissional é bastante interessante, no entanto, penso: É possível fazer isso numa era em que a velocidade dita as regras? Em que muitas entrevistas são feitas por e-mail e telefone distanciando o jornalista da fonte? O jornalista pode ter a liberdade de relatar os fatos envolvendo o leitor, fazendo-o adentrar a história e ter um olhar diferenciado que talvez não surgisse numa matéria de uma lauda.
Obras desse gênero foram adaptadas para o cinema, como é o caso de “A Sangue Frio”.
Obras desse gênero foram adaptadas para o cinema, como é o caso de “A Sangue Frio”.
Por Priscila Pacheco
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