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sexta-feira, 23 de novembro de 2012

A riqueza cinematográfica de Israel

Footnote

   Ao contrário do que pode parecer para muita gente o Oriente Médio não é um lugar que vive apenas de conflitos. Ele apresenta uma riqueza cultural imensa, principalmente no cinema que rompeu fronteiras e aparece nas telas de diversos festivais internacionais. Um desses países é Israel, que teve sua produção cinematográfica iniciada por Yaacov Ben Dov muito antes de ser um Estado.

   Os filmes israelenses abordam a relação entre judeus e árabes, a Guerra do Líbano da década de 1980 e também questões cotidianas como, amores, conflitos familiares e homossexualidade. Footnote (Hearat Shulayim), de Joseph Cedar, é um exemplo de problemas em famílias, pois mostra a rivalidade entre pai e filho. Já “The Bubble”, de Eytan Fox, apresenta a relação homossexual entre um homem israelense e um palestino.

Trailer do filme Footnote


   Os temas destacados prendem a atenção do público e atraem prestígio entre os cinéfilos de plantão. Segundo o produtor e executivo, Yoram Globus, “uma vez que deixaram de fazer exclusivamente filmes sobre o conflito árabe-israelense, o mundo começou a assisti-los”. Mas além dos temas outro fator que beneficia a ascensão da indústria cinematográfica israelense é a alta tecnologia, porque ela traz baixos custos e aceleram a produção do filme.

Por Priscila Pacheco



domingo, 23 de setembro de 2012

A Separação - Um estudo da Ética


   O filme iraniano, A Separação, apresenta diversos conflitos originados pelo tipo de sociedade existente no Irã.  Assim, a discussão ética é bastante abrangente, não só nos faz refletir um pouco sobre os costumes e pensamentos deste país, mas também nos faz pensar em como é complexo pautar questões éticas de um lugar tão diferente do que vivemos.

   Além disso, dar destaque a filmes que fogem ao padrão hollywoodiano quebra preconceitos que muitos têm referente ao Oriente Médio. Muitos deles retratam pessoas comuns da sociedade que querem mudanças e não usam de armas violentas para isso. Nada melhor que o cinema, uma das melhores ferramentas para romper preconceitos e salientar novas perspectivas.

   Não vemos discurso político direto, tema esperado quando se trata de oriente médio. Mas, desdobramentos morais e religiosos perpassam a história não com tom fundamentalista, e sim por uma desconcertante simplicidade que transcende à sociedade iraniana e nos leva a uma percepção universal do ser humano.  O choque entre modernização e tradicionalismo, a desigualdade social presente entre as famílias, a traição de preceitos religiosos por meio da coerção, a liberdade feminina cerceada, a violência física, o livre arbítrio e a felicidade da mulher iraniana são questões que, excluindo a especificidade geográfica, debatemos em qualquer lugar do mundo.

   Nossas reflexões giram em torno de como é possível, sob nosso ponto de vista ético, analisar eticamente uma sociedade em que seus valores e condutas morais são diferentes dos nossos. Fico clara essa diferença entre a sociedade ocidental e a iraniana. Algumas questões morais legitimadas por nós, sequer são consideradas por eles, e outras contestadas por nós, são facilmente aceitas por eles. Entretanto, independente da forma como vivem e de quanto isso pode parecer distante de nós, partilhamos os mesmos conflitos familiares, religiosos e sociais em busca de uma convivência mais harmoniosa.

Apesar de todas as mentiras e desentendimentos ao longo da história, não há como julgar quem está certo ou errado, pois cada um defendeu seus valores morais. As mentiras e as atitudes antiéticas foram o quê fizeram para sobreviver e para defender seus interesses. Quem de nós, às vezes, não faz isso?

Ficha técnica 
A Separação, Drama, 123 minutos. Título Original: Jodaeiye Nader az Simin. Ano de lançamento: 2011. Direção: Asghar Farhadi
Elenco Principal. Hodjat - Shahab Hosseini. Razieh - Sareh Bayat. Somayeh - Kimia Hosseini. Nader - Peyman Maadi. Simin - Leila Hatami. Termeh - Sarina Farhadi

Sinopse
A história segue uma família formada por Simin, Nader e a filha de ambos, Termeh. Quando Simin  decide deixar o Irã para dar um futuro melhor para Termeh, Nader decide não acompanhá-la porque precisa tomar conta do seu pai, doente com Alzheimer. Simin volta então para a casa dos pais e Termeh  prefere ficar com Nader. O filme toma um novo rumo quando, para ajudá-lo a cuidar do seu pai, Nader contrata Razieh, que está grávida e aceita o emprego sem o marido saber. Por razões culturais, ele jamais permitiria que ela trabalhasse numa casa em que a esposa não está presente.
Sinopse disponível em: http://www.jb.com.br/progama/noticias/2012/01/19/critica-a-separacao/ Acesso em: 22/05/2012.

Por Bruna Freesz

segunda-feira, 16 de julho de 2012

O nascimento da Sétima Arte: o cinema



   O cinema nasceu como uma arte marginal para um público operário e imigrante, distante de ser rentável, e não considerado nobre como o teatro. Devemos a sua origem ao norte americano Thomas Alva Edison e aos irmãos franceses Auguste e Louis Lumière.

Quinetoscópio
   Thomas Edison participa da História do cinema por ser o inventor do quinetoscópio, aparelho responsável por exibir filmes curtos para um espectador por vez.  Já os irmãos Lumière são considerados os inventores do cinema por terem filmado as primeiras imagens em movimento, em 1985, e por terem promovido a primeira sessão para um público, no Grand Café do Boulevard des Capucines, em Paris.

   Os filmes criados pelos irmãos franceses reproduziam ações cotidianas, como a chegada de um trem à estação e a saída de operários do trabalho, eram pequenos documentários. Já a ficção ficou por conta do francês Georges Méliès, que conseguiu utilizar truques de câmera, iluminação, montagem e cenografia em seus filmes.

   Outra figura importante do início do cinema é o estadunidense David Wark Griffith. Ele estruturou as produções cinematográficas valorizando a linearidade narrativa e a organização temporal e espacial dos planos. Além disso, usava técnicas de tensão e suspense nas cenas. O cinema passa por grandes transformações, e hoje é um produto extremamente lucrativo e de entretenimento.

"A chegada do Trem à Estação de La Ciotat" - Produção dos irmãos Lumière


Por Priscila Pacheco